Sempre opto por não me apegar-me a algo ou a alguém. Não gosto de me sentir presa a emoções e gestos sedutores que me fazem sair de mim. Prefiro parecer despreocupada e negligente do que estar propícia a tomar atitudes de baixos valores e sustentar falsas confianças. Assim não corro o risco de me decepcionar ou fracassar criando barreiras e impedindo de agir com minha própria identidade. Prefiro me machucar errando e aprendendo do que ser imóvel e enfadonha. Eu não sou uma santa para precisar saber tudo. Também não gosto de me explicar. Não exijo compreensão, piedade ou promessas baratas. Apenas busco respeitar para ser respeitada. Saudades não sinto. De tudo o que passa, tenho o tirocínio da vida e nenhum receio. Palavras roubam, curam, atrasam, congelam, enfervecem, mudam as estações e vão embora. De cada sonho, surgem novos momentos, pessoas e arbítrios. Sigo sem motivos de me deter ao que se foi e ao que virá. Talvez certas coisas se apeguem a mim, mas eu jamais me apegarei a elas.
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domingo, 12 de outubro de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
O sonho - Clarice Lispector
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas.
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sexta-feira, 6 de junho de 2014
Fragmento de Clarice Lispector
(Clarice Lispector - do Livro: Felicidade Clandestina)
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