quarta-feira, 17 de junho de 2015

O Tempo Traz Frieza?

 Já posso dizer que experimentei grandes e pequenas coisas dessa vida. Eu sei que o trem precisa percorrer muitos quilômetros de trilhos e trilhos, sem recuar! Já estive dentro de estações fechadas e também expostas ao sol escaldantes, às vezes a chuvas e tempestades. Já parei no meio da estrada porque ela estava feia e desagradável, tentei desviar, e não deu, porque o meu caminho é único e só meu. Quanto mais adiante, mais pesada a carga fica e maiores são as experiencias vinculadas.


Saibas que o medo é natural, assim como várias outras coisas que costumamos a negar. Mas não é exatamente medo. É uma dúvida, será que o passar dos tempos nos traz frieza? Há tantos adultos que se adaptam à monotonia de uma forma estranha. Como conseguir chegar em casa e não querer saber das novidades? Como aguentar uma vida em que nada de maravilhoso, de esplêndido acontece? Como ver os filhos crescerem e não se apaixonar com eles, ou se emocionar com coisas já vividas por si, mas que para aquele jovem humano é novidade? Eu ainda pergunto, será que a gente perde a loucura de viver pequenos grandes momentos, tais como, finais de semana ao ar livre, exercer paixões mesmo que sem formação acadêmica traz uma satisfação ao ego...?

Qual o papel do tempo? Ou melhor, o que estamos fazendo com o tempo? Ele está passando por nós, nós estamos passando por ele, ou estamos juntos e atualizados com a nossa história?  Respire e seja cauteloso. Eu vou tomar cuidado para que as coisas melhorem a cada dia, que cada vez mais eu consiga ser feliz com os olhos no relógio, não deixando que ele me roube as emoções, as razões e as intuições de uma jovem e curiosa garota, até depois dos 100.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Emoção ao acaso, na razão me comprazo.

Os caminhos que sigo em busca de lazer são vãos e me levam a tentativas desmerecidas de enaltecimento.

"Talvez porque a alma é grande e a vida pequena
E todos os gestos não saem do nosso corpo
E só alcançamos onde o nosso braço chega
E só vemos até onde chega o nosso olhar.''

Os planos voltados aos estudos, às dolorosas negações de novas amizades e saídas sem destino, dão certo. O mundo sorri pra mim sempre que me vê sem algumas banalidades da vida adolescente. Não estou a fim de chegar bêbada em casa. Eu estava a fim de viver o que é visto nos seriados. É curiosidade. Mas seguir o coelho branco não está fazendo parte dos desejos de quem me permite. É certo que recomeço a cada dia, a cada abrir dos olhos, mas por outro lado não estou na fase da alvorada - a não ser que seja Alvorada Voraz, do RPM. Na verdade sei que estou em um crepúsculo vespertino, aonde adentro na escuridão de meu cerne e descubro novas estrelas. A lua é o mundo iluminado por Deus (ainda bem que não sou nenhuma celebridade, senão diriam que estou fazendo apologia a Hórus.) As pessoas são os meteoros que estão muito desequilibrados. Eu não, eu estou bem.