sexta-feira, 24 de julho de 2015

O Defeito Das Regras

   Às vezes, essa coisa de regras está para nos confundir e nos amedrontar. Regra em cima de regra como se pudéssemos  viver do mesmo sempre, como se não contássemos com os acasos, com as novidades e com as descobertas.

  "Se eu não seguir determinada norma estarei errando?" Por que não podemos nos permitir a errar também? Ninguém é obrigado a fazer nada, mas fazemos por temor e ciência das consequências. Sempre aquelas consequências que tememos. "Vai ter alguém ao meu lado ou todos virarão as costas para mim?" "Vou me restabelecer após quanto tempo?" "Quais os impactos esta tentativa de felicidade me trará?"

  É tão simples a gente ser feliz e de repente aparecem regras que de nada servem, para nada valem. São apenas obstáculos impostos em vão em nosso caminho. Se sou autoconfiante, tenho em meu benefício a possibilidade de errar, mas errar direito. O problema é sempre o mesmo. "O que os outros vão dizer?" "Machucarei alguém tentando eu ser feliz?"

 Se tentarmos um pouco sermos compreensivos, daremos chance à liberdade. Não estou dizendo que não deva existir regras, muito pelo contrário, as regras estão para nos manter organizados e maduros suficientes para avaliarmos nossa própria conduta. Porém, paradigmas que nos impedem de darmos novas chances a nós mesmos e até de fazermos felizes aqueles que nos cercam, não deveriam estar no meio do caminho impedindo a alma de crescer e a mente de se ampliar.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Itaguara

Cidade tão plácida e segura
Montanhas que desenham a geologia
Dores que de Nossa Senhora foram sentidas
Amores de vidas jamais esquecidas.
Naquele dia pra casa voltei
Sem correr o risco de nada temer
Pois foi a palavra nunca dita
Que eu sonho um dia dizer.

De Itaguara não me esquecerei
O que vivi ficou na memória
O restaurante, a sorveteria
O artesanato, da natureza a glória.
A paisagem e o horizonte.
O relevo e toda a gente.
Quem um dia à visita
Tudo isso fica na mente.


P'ra longe daqui

Ela não estava no nicho certo. 
Ela sabia que o mundo não era só aquilo.
Ela tem tudo para ser feliz, e é tão fácil abrir a mão de tudo.
Não tinha liberdade na memória, ser livre era sonho do coração.
Ela juntava dinheiro.
Ela se desgastava no que não gostava.
Ela planejava a felicidade.
Ela amava o que não tinha.
A certeza era o medo que a incomodava.
Sua aura não era comum.
Sorte ilustrava seu ego.
Ela buscou seu caminho.
Derrubou, caiu, levantou sozinha.
Ela tinha ajudadores.
Mas confiava em si mesma.
Ela seguiu os sonhos.
Quebrou a cara e cresceu de pés no chão.
Ela mudou de cidade.
Ganhou mais dinheiro.
Fim de semana era de festas.
O sentido ela descobria.
Seu emprego ela amava.
As pessoas ela inspirava.
A dor desaparecia.
Nas fronteiras ela se encontrava.
Novos desafios surgia.
Toda aparência do impossível ela superava.
A dor, a perda estavam ali, mas seu sorriso era mais forte.
O mundo mudou de cor.
A explosão, viu acontecer.
A escuridão não a fez temer.
Em Deus sua força estava.
O amor sempre foi mais forte.
Tudo a fez entender.
Seu nicho era a motivação de suas asas.